6 dicas para ler mais.

Você consegue reservar tempo para ler ou sente que não faz isso tanto quanto gostaria? Além das obrigações do dia a dia, existe muita coisa legal disputando o nosso tempo e atenção – videogames, séries, filmes, internet, compromissos com os amigos. Por mais que gostemos de livros, conseguir tempo para eles pode ser um desafio.

Aproveitando que nesta semana comemoramos o Dia Mundial do Livro (em 23 de abril), resolvi compartilhar com vocês algumas práticas que me permitem manter uma boa rotina de leitura. Se tiverem outras para compartilhar, deixem nos comentários!

1- Reserve um período do dia para ler (e leia mesmo).

Se você não lê porque fica esperando a hora em que não vai ter nenhum outro compromisso, está no caminho errado. Ainda mais se não for tão fã assim de leitura, pois todas as outras atividades vão parecer mais interessantes que o livro. Eu já tive esse problema de esperar a “hora certa” também, mas descobri que, enquanto encarasse a leitura como uma tarefa menos importante do que outras (embora eu a preferisse sobre todas elas), não conseguiria terminar meus livros nunca. Sem contar os dias em que chego cansada do trabalho e só quero dormir. Mas, mesmo nesses casos, eu nunca ia dormir cedo – sempre acabava me distraindo e perdendo um número ridículo de horas jogando Candy Crush ou vendo TV. A solução que eu encontrei foi reservar um horário mais ou menos fixo para ler, todos os dias. No meu caso, é um pouco antes de dormir. E é importante manter esse período como algo sagrado: vá para um lugar silencioso, desligue a TV, deixe o celular ou qualquer outra coisa que o possa distrair longe.

Não se preocupe em estabelecer uma quantidade específica de minutos: algumas vezes, o livro vai te prender e você vai ficar lendo por horas; outras, vai estar tão cansado que só conseguirá ler por cinco minutos antes de cair no sono. O que importa é a regularidade: melhor um pouquinho a cada dia do que passar horas lendo, mas só fazer isso uma vez por ano. (Aliás, isso vale para qualquer outro projeto pessoal). Sem contar que, lendo todo dia, você vai manter a história fresca na cabeça e, além de criar uma conexão maior com ela, não vai precisar recapitular o que já leu – o que atrasa MUITO a leitura. E isso também o deixará mais motivado.

2- Compre e/ou pegue emprestado mais livros do que consegue ler.

É comum ouvir de leitores entusiastas frases como “Comprei tanto livro que nunca vou conseguir ler tudo!” ou “Tenho livros que ainda nem tirei da embalagem”. Embora essas coisas possam até ser ditas com uma culpa sincera, isso definitivamente não é motivo para se envergonhar. O mesmo vale para quem pega livro emprestado. Quando estava na universidade, eu ia toda semana à biblioteca e chegava a pegar dez livros de uma vez (era o número máximo permitido). Embora não conseguisse ler todos por completo, essa foi a época em que mais li na vida. É claro que você não precisa exagerar (pegar dez de uma vez não é uma boa ideia se você precisar se equilibrar em um ônibus com eles depois), mas saber que há livros esperando por você é um grande estímulo para a leitura. Querer ler, mas pensar que ainda será preciso ir atrás de um livro legal pode dar preguiça e há ainda o risco de você se distrair no caminho.

3- Vá a feiras de livros

Feiras de livros são oportunidades ótimas para ajudar você a montar uma biblioteca particular e conhecer livros e autores novos. A da USP, que acontece todo fim de ano, reúne dezenas de editoras e todos os livros são vendidos com pelo menos 50% de desconto. Muitas outras universidades fazem eventos parecidos. Vale a pena dar uma procurada no calendário da sua cidade e reservar um dinheirinho para fazer uma boa compra nessas ocasiões.

4- Leia mais de um livro por vez.

Ter foco é bom, mas também precisamos ser flexíveis. E isso se aplica à leitura. Por mais que gostemos de ler, nem sempre temos vontade de encarar aquele livro específico. Às vezes estamos mais para uma leitura filosófica, outras vezes preferimos ler sobre ciência ou queremos fugir da realidade com um pouco de literatura fantástica. A menos que você precise ler determinada obra para a escola ou algo do tipo, não há problema em ir atrás de um livro que agrade você naquele momento. Há dias em que eu não estou com energia para encarar algo no nível do “Grande Sertão: Veredas”, e sei que insistir só me faria perder tempo, porque eu ficaria me distraindo. Mas isso não significa que eu não consiga ler um livro mais leve – e é o que eu faço. Só tente não desistir dos outros livros: mantenha o compromisso de terminar os que você começa a ler. O que nos leva para o próximo item.

5- Comprometa-se a ler determinado número de páginas antes de desistir de um livro.

Eu já vi muita gente desistindo de livros muito bons porque não gostaram das primeiras páginas. E isso parece especialmente comum em se tratando de clássicos da literatura, muitas vezes porque a linguagem usada é mais complicada, ou porque já começamos a leitura cheios de expectativas ou preconceitos. A verdade é que, pelo menos para mim, quase nenhum livro é realmente legal desde o começo. E leva um tempo (às vezes maior, às vezes menor, dependendo da obra e do nosso nível de concentração) para nos acostumarmos com a linguagem e a personalidade do narrador. Mas um spoiler: você se acostuma. E, se perceber que não rola, certifique-se de ter tentado de verdade. Para isso, sugiro adotar a “regra das 50 páginas” (ou algum outro número razoável que você prefira). Ela consiste em só desistir de um livro depois de ler esse número mínimo de páginas. Até lá, a história já se desenvolveu um pouco e você teve tempo para se envolver com a obra (a menos que você esteja lendo, sei lá, Hemingway ou Dostoiévski – dois autores que, não entendam mal, eu realmente amo, mas as histórias muitas vezes são difíceis de engatar. No caso deles, eu recomendo aumentar o número mínimo até que comece a curti-los também). Ao fim desse período de teste, você pode decidir, sem culpa, se quer seguir em frente ou não.

6- Carregue sempre um livro na mochila.

Perdi a conta de quantos livros eu já li dentro de um ônibus quando morava mais longe do trabalho e da faculdade. Num passado mais simples, antes de quase todo mundo ter um smartphone, era muito comum ver pessoas lendo no transporte público ou em filas e salas de espera. Que tal pegar um livro em vez de ficar trocando mensagens ou olhando o feed das redes sociais? Muitas vezes, quando eu sei que a espera vai ser longa, até levo mais de um livro para poder escolher aquele em que me concentro mais. 


Fonte: Guia do Estudante

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