As 10 Melhores séries que não passaram da 1ª temporada.

Para todos os “órfãos prematuros” de séries, selecionamos algumas das melhores e mais marcantes produções que tiveram um fim precoce, para a tristeza de muitos fãs.

10. Luck (2011 – 2012)

 

Mesmo com nomes de peso, como Dustin Hoffman (Papillon), Nick Nolte (O Cabo do Medo) e Michael Gambon (Harry Potter), Luck não foi uma série que teve muita “sorte”.

O enredo da história gira em torno da “máfia” por trás das corridas de cavalos nos Estados Unidos, especificamente na Califórnia.

Acompanhamos o desejo de vingança de “Ace” Bernstein (Hoffman), um criminoso que acabou de sair da prisão. Ao mesmo tempo que entra para o negócio de apostas em corridas, deseja se vingar de todas as pessoas que foram responsáveis por mandá-lo para trás das grades.

Para os fãs de dramas criminais, Luck era uma boa pedida. Infelizmente, os defensores dos animais não estavam na mesma vibe… E com toda a razão! Depois da morte do terceiro cavalo durante as filmagens, a HBO foi obrigada a cancelar a série após o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) ter registrado queixas contra a emissora e os produtores.

9. Swingtown (2008)

 

Imagine viver num bairro onde o “passatempo” principal da galera é fazer festas insanas de swing (trocas de casais durante o sexo) diariamente?

Bem, este é o enredo central de Swingtown, série que foi exibida pela CBS em 2008. O tema central consiste na liberdade sexual vivida por um grupo de casais nos subúrbios de Chicago, nos Estados Unidos, na década de 70.

Swingtown estreou com média de 6,7 milhões de espectadores, mas conforme a história ia se desenvolvendo, vários defensores da “família tradicional americana” começaram a boicotar a série. Assim, nos últimos episódios, a média da audiência era de apenas 3,9 milhões.

Após sofrer uma intensa pressão, feita pela Associação da Família Americana, a rede CBS não teve outra alternativa, a não ser cancelar a série que não teve mais que 13 episódios.

Com personagens carismáticos, uma trilha sonora ótima e diálogos bastante interessantes, é realmente uma pena a série ter sido cancelada.

8. Black Box (2014)

 

Criada por Bryan Singer e Ilene Kaplan, Black Box conta a história de uma respeitada e famosa neurocientista chamada Catherine Black (Kelly Reilly). Ela trabalha na The Cube – nome dado para o centro de pesquisa e tratamento psiquiátrico fictício da série.

Tudo parece maravilhoso na vida da doutora, a não ser pelo fato dela esconder um GIGANTESCO segredo de sua família e noivo: a sua bipolaridade.

Black Box até que teve uma boa recepção pelo público. Porém foi lançada na Spring Season (época do ano onde as audiências das séries começam a cair nos EUA), esta produção atingiu uma média de audiência de apenas 4 milhões de espectadores.

A rede ABC, responsável por transmitir Black Box, decidiu não renovar a série para uma segunda temporada. Alegou que se tratava de uma “limited series“(expressão usada para se referir a produção feita com um número reduzido de episódios). Será que este é mesmo o motivo, ABC?

7. Constantine (2014 – 2015)

 

A série inspirada nas HQ’s Hellblazer da DC Comics, acompanha as aventuras do famoso John Constantine (Matt Ryan) na sua constante batalha contra demônios e outras forças das trevas.

Podemos dizer que Constantine é 8 ou 80 entre os fãs do quadrinho. Vários adoraram e muitos detestaram a adaptação feita por Daniel Cerone e David Goyer, criadores da série, ao “universo” de Hellblazer.

Aliás, para se defender junto aos fãs, Goyer afirmou que Constantine não atingiu a audiência prevista porque estava sendo transmitido pelo “canal errado”. Na verdade, o que Goyer quis dizer é que pelo fato da NBC ser um canal aberto, o público-alvo não estava presente.

Além disso, ainda existiam várias tretas. A história original de Constantine contrariava as normas da produtora. Por exemplo, todo mundo sabe que o caçador de demônios fumava muito (cigarros praticamente faziam parte do corpo de Constantine), mas a NBC não permitia que os protagonistas de suas produções fossem fumantes. Aí fica difícil!

6. Awake (2012)

 

Com uma vibe meio A Origem, Awake foi uma grande promessa em 2012. Esteve entre as 8 séries indicadas para a categoria “Nova Série Mais Excitante” no Critics Choise Television Awards. É difícil não ficar excitado com histórias que falam sobre realidades alternativas, não acha?

Michael Britten (Jason Isaacs) é um detetive. Após um grave acidente, vive em duas realidades distintas: numa, a sua esposa está viva e o filho morto; na outra, o filho vivo e a mulher morta.

Sempre que Britten dorme, as realidades são trocadas. Para tentar não se perder, o policial usa uma pulseira vermelha, na realidade de sua esposa e uma verde, na de seu filho. Mas a grande sacada é: existem mesmo duas realidades ou uma delas não passa de um sonho bizarro de Michael? 

Criada por Kyle Killen (Lone Star), o roteio é considerado muito complexo. A ponto de os produtores da série acreditarem que séria muito difícil a maioria do público norte-americano, entender a sacada de Awake.

Para a tristeza dos fãs, que conseguiram captar a essência da série, esta produção nunca chegou a ter uma continuação, ficando apenas com os treze episódios que formam a 1ª temporada.

A galera até se uniu numa campanha para tentar convencer a NBC a resgatar a série – #SalveAwake – mas, infelizmente, não foi para frente.

5. Red Band Society (2014 – 2015)

 

Baseado no drama espanhol Polseres Vermelles, Red Band Society é uma comédia dramática transmitida pela FOX. Trazia no currículo alguns nomes de peso, como Steven Spielberg sendo um dos produtores. Infelizmente, devido à descida drástica da audiência, a série não chegou a ter mais do que treze episódios.

Principalmente graças ao carisma dos personagens, você vai ficar chorando por mais de Red Band Society. A história desta série gira em torno de um grupo de adolescentes que vive num hospital e como se desenvolve a amizade bastante “incomum” entre eles.

Com uma dose de humor negro, a RBS conseguiu cativar muita gente por causa das histórias emocionantes dos jovens, que lutam para não perder a esperança e conseguirem sobreviver às suas doenças.

E para deixar esta perda ainda mais difícil de superar, Red Band Society, ainda contava com nomes espetaculares como: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) e Dave Annable (Brothers & Sisters).

4. Studio 60: On The Sunset Strip (2006 – 2007)

 

Uma série dentro de uma série. Podemos dizer que este é o pano de fundo de Studio 60, uma comédia dramática que mostra os bastidores de um programa de televisão fictício, bastante parecido com o Saturday Night Live (SNL).

Mesmo mostrando rostos conhecidos, como de Matthew Perry (Friends), boas críticas da mídia e indicado a vários prêmios (Emmy Awards e Globo de Ouro),Studio 60 não passou dos 22 episódios de sua 1ª temporada.

A série não sobreviveu ao chamado Upfront da tv americana, período do ano onde as emissoras costumam lançar novas produções para testar os níveis de audiência que alcançam. E foi justamente este o problema com Studio 60, a baixa audiência.

Transmitida nos EUA pela NBC, no Brasil a série foi ao ar através do canal pago da Warner Bros, e também pela rede aberta no SBT.

3. Firefly (2002)

 

Escrita e dirigida por Joss Whedon, criador de séries icônicas, como Buffy: A Caça Vampiros, Firefly é um sci-fi. E ganhou o status de melhor série cult de ficção científica de todos os tempos!

Em Firefly estamos no ano de 2517, com a chegada de um grupo de seres humanos num sistema solar diferente após enfrentarem os horrores de uma guerra na Terra.

Misturando elementos dos filmes de Velho Oeste (Western), Firefly se diferencia bastante da ideia clássica que temos de como seria o ambiente no futuro.

Mesmo sendo cancelada e com pouquíssimo tempo de exibição, não há dúvidas do sucesso de Firefly. A série ganhou alguns spin-offs, sendo o filme Serenity: A Luta Pelo Amanhã o maior destaque, chegando inclusive a levar vários prêmios importantes para casa.

A FOX pode ter tirado Firefly de nossas vidas prematuramente, mas uma coisa é certa: os browncoats nunca deixarão esta série espetacular entrar no esquecimento!

2. Freaks and Geeks (1999 – 2000)

 

É unânime. Freaks and Geeks está em praticamente TODAS as listas feitas sobre as séries que terminaram cedo demais ou que NUNCA deveriam ter terminado. O motivo para tanto amor dos fãs? Personagens carismáticos e aquela vibe anos 80 que todo mundo adora.

O enredo da série gira em torno dos irmãos Weir que frequentam o McKinley High School, no início dos anos 80. Após a morte da avó, a jovem e estudiosa Lindsay (Linda Cardellini) muda completamente de atitude e faz novos amigos, conhecidos como Freaks.

Ao mesmo tempo, acompanhamos as aventuras de Sam Weir e seus amigos geeks, que lutam para se encaixar socialmente na escola.

Ah, esta série é muito boa! Sem falar que é difícil não amar um time de freaks formado por James Franco (127 Horas), Seth Rogen (Superbad) e Jason Segel (How I Met Your Mother), não concorda?

Para o consolo dos fãs, a primeira (e única) temporada de Freaks and Geeks está disponível via streaming na Netflix.

1. Minha Vida de Cão (1994 – 1995)

 

Também conhecida por My So-Called Life (título original), esta é uma daquelas séries como Freaks and Geeks. Prende o seu coração e faz você amar eternamente os personagens e a odiar para todo o sempre o fato de, não ter mais do que 19 episódios para assistir.

Com status de cult, Minha Vida de Cão já foi considerada “muito inteligente para ser exibida na tv”. Principalmente devido ao teor dos diálogos dos personagens cheios de metáforas sobre os aspectos mais “simples” da vida.

Pouquíssimas séries conseguiram retratar de forma tão fidedigna a adolescência como em Minha Vida de Cão. Angela (Claire Danes), a personagem principal da trama, é uma jovem que aos 15 anos enfrenta todos os conflitos típicos de um adolescente. Acompanhamos a relação com os seus amigos, pais e, principalmente, seu amor platônico Jordan (Jared Leto).

Temas importantes, que eram pouco aprofundados pelas outras séries da época, também fazem de My So-Called Life ser especial. Ela aborda assuntos como, abuso infantil, homofobia, bullying, alcoolismo na juventude, uso de drogas, entre outros.

Mesmo recebendo ótimas críticas da mídia e com a pressão dos fãs, a ABC não cedeu e optou por cancelar a série definitivamente, para nossa eterna tristeza.

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