Indianos usam raízes de árvores para “plantar” pontes.

Enquanto engenheiros ocidentais desenvolvem grandes projetos tecnológicos para construir pontes, a tradicional comunidade indiana de Meghalaya dá exemplo histórico eficiente e sustentável. Lá as pontes não são construídas e sim plantadas.

Em Meghalaya muitos hábitos que vêm dos antepassados são preservados. Além de viverem de maneira simples, este é um dos poucos lugares do mundo em que a predominância no poder é das mulheres. O sistema matriarcal está presente em tudo, desde os negócios até a autoridade na família.

Outra curiosidade do estado do norte da Índia são os níveis de precipitação. A área recebe, em média, 15 metros de chuva por ano. Essas condições naturais obrigaram a população a encontrar alternativas para a construção de pontes, já que a madeira tradicional poderia apodrecer com tanta água.

A solução encontrada há mais de 500 anos foi a utilização das próprias raízes das árvores. Assim, as pontes são consideradas seres vivos, ainda em crescimento. Isso garante a força necessária para suportar as constantes chuvas locais por muitos anos, conforme informado no Daily Mail.

 

A espécie utilizada para o crescimento das pontes é a Ficus elástica, árvore tropical, conhecida popularmente como Seringueira. Ela pode alcançar até os 60 metros de altura em seu habitat natural. Para que seja usada como ponte é necessário paciência, já que a estrutura leva de dez a quinze anos para se tornar totalmente funcional e segura.

 

Algumas das pontes existentes em Meghalaya têm até cem metros de comprimento e são capazes de aguentar cinquenta pessoas ou mais.

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