Passei na 2ª fase da Fuvest, e agora? Confira dicas para ir bem na prova.

A Fuvest, maior vestibular do país, divulgou a lista de mais de 20 mil candidatos aprovados na primeira fase do concurso nesta semana. A segunda fase está programada para os dias 8, 9 e 10 de janeiro, quando restarão os 8,7 mil alunos que poderão cursar os cursos da USP e para a Santa Casa.

O dia 8 de janeiro está reservado para português e redação. Já no dia 9, os temas das questões serão geografia, história, matemática, física, química, biologia e inglês, deixando para o último dia as provas específicas que variam de acordo com o curso escolhido. O Stoodi – startup de educação a distância que oferece videoaulas, plano de estudos e monitorias transmitidas ao vivo – preparou uma lista com dicas que podem ser o seu diferencial ante seus concorrentes na fase decisiva da Fuvest.

Redação

De acordo com a coordenadora de redação do Stoodi, Marina Sestito, a Fuvest costuma solicitar uma abordagem mais sociológica e conceitual em seus temas de redação. Desta forma, o aluno deve construir uma análise e recorrer a exemplos concretos para sustentar o ponto de vista defendido. Para obter uma boa nota, procure atender aos direcionamentos seguintes: Leia a proposta com atenção para compreender exatamente qual o recorte temático solicitado.

Contextualize a redação apresentando o tema e a tese que será defendida. Pergunte-se: “o que motiva a situação que estou analisando? Por que ela existe? Por que ela permanece existindo?”. Utilize linguagem clara e adequada à norma padrão da língua portuguesa. Recorra a exemplos concretos e argumentos consistentes para defender seu ponto de vista. Conecte todos os elementos trazidos ao texto, para que não fiquem informações soltas.

História da Arte

Já o professor de história Eduardo Baez destaca a crescente incidência de assuntos relacionados à história da arte. Para Baez, os assuntos que têm mais chance de cair nesta fase (em ordem cronológica) são: arte na pré-história/arte rupestre (para este tópico, vale estudar a Serra da Capivara, no Brasil); na idade antiga (Grécia e Roma), a arte clássica e arte helenística; na idade média, o gótico e na idade moderna o Renascimento e o Barroco.

Sobre a arte contemporânea, Baez explica que o leque de possibilidades começa a ficar mais amplo. “Geralmente se cobra o conhecimento sobre a arte brasileira do século 19 como construção da nossa identidade artística, através dos artistas Vitor Meireles, Pedro Américo e Benedito Calixto, membros da Academia Nacional de Belas Artes, mas também se fala de Modernismo e pós-modernismo”, comenta.

O professor dá outra dica importante: “Picasso e o Cubismo sempre aparecem. É bom saber a história do quadro Guernica, que retrata a Guerra Civil Espanhola, e ficar atento com a obra Massacre da Coreia, finalizada em 1950 e que tem uma relação direta com a anterior”. O professor finaliza dizendo que o mais importante é que o aluno saiba fazer a associação da obra com seu momento histórico.

Geografia

Para Érico Cândido, professor de geografia na plataforma, o que se tem percebido de uns cinco anos para cá é que a Fuvest tem seguido a tendência de trabalhar com grandes temas, exatamente como trabalha a primeira parte do curso do Stoodi. Além de precisar ter em mente conteúdos mais convencionais e genéricos, o aluno também precisa dominar as questões regionais, políticas e econômicas.

Para Cândido, outro caminho que a Fuvest tem trilhado é de buscar a interdisciplinaridade. “Não são raras questões que relacionam uma obra literária com a vegetação daquela região, clima, etc. Estas perguntas mais complexas exigem que o aluno tenha um senso crítico, saiba desenvolver um raciocínio nesse sentido, tenha conhecimento de como ler um gráfico, interpretar dados estatísticos, enfim, pensar fora da caixa”.

A dica do professor para esse menos de um mês de preparação é focar em temas mais “quentes” como, por exemplo: urbanização; questões ligadas à agropecuária; à biosfera, biodiversidade; ordem regional; geopolítica; a saída do Reino Unido da União Europeia; o desastre de Mariana (MG); conflitos na Síria; questão migratória na Europa e todos os outros temas contemporâneos e transversais, que permitam abordagens interdisciplinares.

Inglês

O professor de inglês do Stoodi, Marcelo Santos, conta que a prova desta disciplina na Fuvest geralmente traz dois textos, com uma questão para cada um deles. Vale lembrar que o candidato deve responder em português e sua resposta reflete uma tradução praticamente literal de um trecho do texto. Segundo Marcelo, algumas questões são bem simples, com respostas curtas e diretas. Porém, para tornar a prova mais difícil, outras questões são bem complicadas.

“Essa maior dificuldade ocorre por dois motivos principais – ao escolher os textos, a banca examinadora cria questões cujas respostas estão em trechos que o candidato consegue entender, mas acaba encontrando grande dificuldade de traduzi-los para o Português. O segundo complicador é a formulação de questões que acabam quase indo além do que está de fato no texto, ficando muito difícil produzir uma resposta que contemple o que se pergunta” explica o professor.

Sobre o Stoodi

Lançado em 2013, o Stoodi é uma startup de educação a distância que oferece videoaulas, plano de estudos e monitorias transmitidas ao vivo. A plataforma nasceu com o objetivo de democratizar o acesso à educação no país, oferecendo uma plataforma intuitiva e acessível para facilitar a vida dos estudantes em fase pré-vestibular e de alunos do ensino médio que precisam de reforço escolar. A plataforma já conta com aproximadamente 220 mil cadastrados e 17,5 milhões de aulas assistidas, que correspondem a 3,2 milhões de horas de conteúdo.

Fonte: SevenPr

You may also like

Deixe uma resposta