Sologamia | A nova moda para quem deseja casar-se consigo mesmo.

No maior estilo Carrie Bradshaw, surge uma nova tendência: a sologamia. O termo define a excêntrica experiência de casar-se consigo mesmo. A prática, até um tempo atrás, poderia ser vista como um exagerado ato de narcisismo. Entretanto, o  maravilhoso contexto de autoaceitação tão reforçado ultimamente nos dá a base necessária para desmistificar essa “união”.

Diferente da primeira impressão que se possa ter, essa opção é, sim, tão valida como qualquer outra. A ideia de celebrar a satisfação consigo mesmo, com direito a buquê e vestido branco, é tão boa por ser independente de qualquer tradicionalismo ou romantização de matrimônio aos quais estamos acostumados. A decisão em si já é tão madura quanto poderia ser.

 

 

Com o turbilhão de problemas emocionais que encontramos em praticamente qualquer endereço, a autoaceitação por trás dessa decisão é algo a ser repassado. A visão mostra o que todos já sabem — ou pelo menos deveriam saber. A felicidade é algo singular, independente de outra pessoa.

O machismo e a romantização nada romântica do casamento

Felizmente deve-se lembrar que o machismo, apesar de há muito consolidado em nossa sociedade, não é algo intrínseco ao ser humano. Porém, viemos de gerações e mais gerações que acreditavam fielmente que o maior objetivo da vida de uma mulher deveria ser o casamento. Dessa forma, elas se tornaram as vítimas fatais de todo o conceito que envolve o casamento tradicional. O final “nada feliz para sempre” dessa história era quase sempre o mesmo: a mulher dona de casa presa em uma relação de subserviência nada saudável.

A sologamia nos mostra, então, a ainda tímida conquista por algumas mudanças, principalmente emocionais. A aceitação de que se pode ser feliz sozinha, sem seguir os antiquados parâmetros de felicidade, é um grito de liberdade. Tudo isso tem um nome, e, diga-se de passagem, o nome é lindo: EMPODERAMENTO.

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